sábado, 8 de outubro de 2016

Não consigo fazer muita coisa ao mesmo tempo.
Me perco,
tropeço,
disperso.
Também sou volúvel.
Uma hora quero muito,
outro hora quero pouco,
logo depois não quero nada.
Tenho medos,
pavores,
agonias.
Sou uma pessoa assustada.
Mas quando to com você
me encontro,
descubro,
acho.
Me torno constante,
manente,
permanente.
Todos os meus medos se dispersam,
dissipam,
somem.
No teus braços me sinto a pessoa mais segura do mundo.





quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Eu não vi.

Não posso falar do que não vi,
fui muito covarde,
não aguentei ficar e ver você se despedaçar.
Mas ouvi por ai que você passou pelas cincos fases.
No começo, na negação, teu quarto virou um mar de lágrimas,
tivesses que trocar o colhão,
em questão de poucas semanas, a raiva se instalou 
e tua expressão mudou,
logo depois começou a fase de negociação,
você andava falando para si mesmo que iria ficar bem,
mas não aguentou, pois a depressão chegou de uma forma
que respirar era intragável, essa foi a parte mais difícil,
a comida não entrava, os dias se tornaram intermináveis,
depois de um tempo, você aceitou.
Dizem por ai que hoje você anda até com um novo amor,
que sorriso é o que não falta.
Mas eu não posso falar do que não vi, 
fui muito covarde pra ficar.